quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

La la land' tem bela autocelebração de Hollywood e 'melhor casal'

Você não gosta de musical, tem preconceito mesmo, acha bizarro aquela gente que, do nada, sai cantando no meio do filme e dançando coreografias com sorriso de propaganda e aí, justamente por isso, vai desprezar “La la land: Cantando estações”? Azar o seu. Mesmo quem não gosta do gênero terá de reconhecer que isso aqui vale a pena. Até porque será preciso toda a má vontade do mundo para não torcer pelo casal formado pelo Ryan Gosling e pela Emma Stone.
Assista, acima, ao trailer de 'La la land: Cantando estações'.
Cantando, eles nem são tudo isso. Mas pode apostar que os dois redefiniram o clichê de que “rolou uma química”. Subiram o nível. Não se sinta mal se, no fim de tudo, estiver torcendo para a vida imitar a arte e os astros repetirem fora da ficção aquele entendimento todo.
“Por que você diz ‘romântico’ como se fosse um palavrão?” A pergunta indignada feita pelo personagem do Ryan Gosling resume a ideia de “La la land”: uma tentativa bastante empenhada de redimir sentimentos e adjetivos usualmente considerados ridículos. Aqui, “nostálgico”, “ingênuo” e, sobretudo, “hollywoodiano” são indicativos de avaliação positiva e de dignidade – e não de imperfeição.
O plano parecia um equívoco: usar um gênero fora de moda (o musical) para celebrar a chamada “era de ouro de Hollywood” (preguiça) e, nas palavras do diretor e roteirista Damien Chazelle, retratar “sonhos” e “falar de paixão pela arte e paixão pelo amor, através da música e da dança”. Medo.
Mas “La la land”, apesar dos defeitos (detalhes a seguir), é bom. Justifica o status de campeão da atual temporada de premiações. Acabou de ganhar sete Globos de Ouro e é pré-favorito para o Oscar – embora existam concorrentes melhores. É uma autocelebração de Hollywood que não existe para agradar só quem vota nos prêmios de Hollywood.

Tanto falatório e estatueta fizeram o filme, que estava previsto para entrar em cartaz no Brasil em 19 de janeiro, ganhar sessões de pré-estreia a partir desta quinta-feira (12)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Temer cita 'necessidade imperiosa' e anuncia presídio federal no RS

Na manhã desta segunda-feira (9), o presidente da República, Michel Temer, anunciou que um dos cinco presídios federais previstos no Plano Nacional de Segurança será construído no Rio Grande do Sul. Antes da divulgação, Temer conversou com o governador gaúcho, José Ivo Sartori, a quem disse que caberá a definição do local onde será erguido a penitenciária federal.
Em seu discurso, o presidente lamentou o fato de a segurança pública estar em evidência “Espero que, daqui a 20 anos, quem esteja nesta tribuna, venha dizer: ‘olha, eu estou construindo só escolas, só postos de saúde, não estou construindo presídios’. Mas a realidade atual nos leva a necessidade imperiosa de construir presídios”, afirmou Temer.
A divulgação da construção do primeiro presídio federal no Rio Grande do Sul ocorreu durante a  cerimônia de entrega de 61 ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na cidade de Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O presidente citou, ainda, a Constituição Federal, que define que presos devem cumprir penas em penitenciárias de acordo com natureza do delito cometido, idade e do sexo, algo que não é cumprido no país.
“Estamos determinando aos estados que haja estabelecimentos distintos. Se ele cometeu crime de potencial ofensivo menor, vai para um estabelecimento prisional, se cometeu [crime] de potencial ofensivo muito mais violento, vai para outro estabelecimento”, declarou.
Presidente cita reformas
Em seu discurso, o presidente Michel Temer também voltou a afirmar que pretende fazer um governo reformista. No evento em Esteio, Temer citou as reformas da previdência, do ensino médio e que pretende realizar a reforma tributária.
O governador do Rio Grande do SulJosé Ivo Sartori, discursou antes de Temer. Em sua fala, Sartori afirmou para o colega do PMDB não se preocupar com a impopularidade. “Temos que fazer o que tem que ser feito“, disse o governador gaúcho. Temer aproveitou o gancho para abordar as medidas e reformas de seu governo.
“Hoje alguém falou aqui sobre popularidade. Hoje, eu posso dizer a vocês que nós temos 6, 7 meses [de governo]. Logo no começo, eu dizia ‘esse será um governo reformista’. Nós temos que fazer a contenção dos gastos públicos. Como na minha casa, eu não posso gastar mais do que aquilo que arrecado”, afirmou Michel Temer.
“Nós nos acostumamos com a ideia dos milhões e dos bilhões. Hoje nós temos um déficit de R$ 170 bilhões. Nós não nos incomodamos. Nós temos que nos incomodar. O nosso trabalho, ao longo do tempo, tem que ser o seguinte: nesses dois anos, vamos ver se tiramos ou diminuímos o déficit orçamentário. Temos que fazer o equilíbrio das contas públicas”, completou.
Sobre a previdência, disse que a reforma é necessária para o jovem de hoje receber sua aposentadoria no futuro. “A reforma da previdência já foi encaminhada ao Congresso Nacional e já ganhou admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça”.
Acerca da modernização da legislação trabalhista, Temer disse que “já está ajustada e vai de comum acordo para o Congresso Nacional”. Em seguida, emendou afirmando que “de igual maneira, a reforma do ensino médio”.
Temer adiantou também que outras reformas devem acontecer.  “Uma delas é a simplificação do sistema tributário. De modo que possamos atingir o postulado do pacto federativo de uma maneira que a todo o momento o estado  e o município  não tenham que comparecer à União de pires na mão”

Trump chama Meryl Streep de 'puxa-saco de Hillary' em resposta a discurso no Globo de Ouro

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou Meryl Streep como "puxa-saco de Hillary [Clinton]" ("Hillary lover", no original), ao reagir ao discurso da atriz no Globo de Ouro, que aconteceu neste domingo (8). Homenageada na premiação, a atriz celebrou a diversidade e fez críticas ao discurso anti-imigração do republicano.
Em entrevista ao "The New York Times" na manhã desta segunda (9), Trump disse que não assistiu à fala de Streep, mas que não ficou surpreso com o ataque do que chamou de uma das "pessoas liberais do cinema". Ao jornal, ele disse que a atriz era "puxa-saco" de Hillary.
Em sua página no Twitter, ele também comentou o assunto, criticando a atriz: "Meryl Streep, uma das atrizes mais superestimadas de Hollywood, não me conhece, mas me atacou ontem no Globo de Ouro. Ela é uma serva de Hillary."

Mortes em cadeia mudam rotina na rua: 'Evitamos sair', diz morador

A transferência de mais de 200 presos para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa - reativada para receber presos após o massacre de 56 detentos, mudou a rotina de moradores que residem nas imediações na unidade prisional centenária, localizada no Centro de Manaus. Os recentes motins geram insegurança, segundo relatos.
Uma semana após o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a capital voltou a registrar assassinatos de internos. Foram quatro na madrugada de domingo (8) na Vidal Pessoa. Horas depois, uma confusão deixou sete feridos.
A dona de casa Maria Emília Pinheiro, de 64 anos, que reside na Avenida 7 de Setembro, relata o medo após a reativação da Cadeia Pública Raimundo Vidal e os conflitos registrados no local.
"Nos últimos dias, estamos com medo do que pode acontecer se houver uma rebelião ou confusão na cadeia. Antes de ser desativada, não tinha muita confusão. Estamos entrando em casa mais cedo, evitando sair de noite. Meu filho vende salgadinhos em frente a cadeia, sabemos que é um risco e ficamos preocupados. Pode ser que tenha confusão e acabe acontecendo alguma coisa com ele", comentou Maria Emília.
O desempregado Cláudio Marcos, de 37 anos, mora em frente à cadeia pública há mais de 30 anos, com dois filhos e a esposa. Desde o dia 2, a rotina da família mudou com a manutenção de presos. Ele disse temer fugas.
"Mudamos muito nossa rotina com medo de rebelião. Quando começou a confusão sábado e ontem, ficamos trancados em casa. Evitamos sair e ninguém tem saído para rua", relatou o morador.

Medo semelhante vive uma doceira, de 42 anos, que não quis ser identificada na reportagem. Ela contou que deixou de ir ao Centro de Manaus para fazer compras, como de costume. "A qualquer momento, pode ocorrer uma nova confusão, rebelião ou fuga. Nunca se sabe. Moro no Centro e costumo andar a pé para ir ao comércio. Agora, vivo apavorada. É assustador", disse.

"As pessoas aqui estão com receio de sair para o trabalho e outras com medo de assaltos", disse a dona de casa Ester Renata.
Moradores de área em frente Cadeia Pública temem rebeliões e fugas de presos (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)Moradores de área em frente da Cadeia Pública temem rebeliões e fugas de presos (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)


Plano de segurança
Na sexta-feira (6), a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP) anunciou medidas de reforço à segurança em Manaus e nas unidades prisionais do estado. Entre as ações previstas, estão o aumento do policiamento em todas as zonas da cidade e reforço nos armamentos.
Após as ocorrências na Vidal Pessoa, a Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), realizou a transferência de 20 internos para uma unidade prisional do interior. Ainda segundo a SSP, a situação no local é considerada "estável".

Equipes da 24ª Companhia Interativa Comunitária  (Cicom), da Polícia Militar, fazem guarda no entorno e dentro da Cadeia Pública desde a transferência

Mexicano é preso com cocaína em camisas e meias em aeroporto, no AM

Um mexicano de 24 anos foi preso com cocaína escondida em camisas e meias, no Aeroporto Internacional de Tabatinga, município a 1.108km de Manaus, na fronteira com a Colômbia e Peru. O homem detido tentava viajar para Manaus.
De acordo com a Polícia Federal, a droga foi detectada por narcoteste, que comprovou que a cocaína estava em 35 blusas e 15 pares de meia. As roupas foram compradas em Letícia, na Colômbia.
Uma perícia deverá ser realizada nas peças para apurar a quantidade de entorpecente que o mexicano transportava. O homem foi preso em flagrante e indiciado pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Ordem para rebelião em Manaus saiu de presídio de segurança máxima

A ordem para a rebelião que resultou no massacre de 56 detentos no Complexo Anísio Jobim, em Manaus (AM), na semana passada, foi dada a mais de 2 mil quilômetros de distância, no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS). A informação divulgada pelo Fantástico, da TV Globo, é de autoridades federais e estaduais.
É no presídio em MS que estão encarcerados os chefes da facção criminosa que controla o tráfico de drogas na região Norte do Brasil. O principal deles aparece em imagens obtidas pela Polícia Federal. O traficante José Roberto Fernandes Barbosa, de 44 anos, é conhecido no mundo do crime como Zé Roberto da Compensa.
Ele foi preso na Operação La Muralla, em 2015, com mais 16 chefes da facção. Eles foram mandados para para prisões federais fora do Amazonas, no Regime Displinar Diferenciado (RDD), em que o criminoso fica em isolamento.
Os chefes continuam presos, mas passaram a ter direito a visitas. Segundo as autoridades, a ordem que chegou a Manaus foi executada por bandidos do terceiro escalão da quadrilha, para matança de presos de uma facção rival, da região Sudeste, que estaria em disputa com a quadrilha amazonense pelo controle do tráfico na região Norte.
O presídio fica localizado em uma área estratégica: a rota do Solimões, por onde é escoada a droga produzida no Perue na Colômbia, maiores produtores mundiais de cocaína. A rota pelo rio é um dos prinicipais corredores do tráfico no Brasil e funciona como um esconderijo.
"Basicamente o que a gente tem conhecimento é a utilização de saída da calha principal do rio, utilizando igarapés, furos e utilizando a navegação no período noturno", afirmou o capitão dos portos de Tabatinga (AM), Rogério Amorim. O Rio Solimões tem 1,6 mil quilômetros, entre a cidade na Tríplice Fronteira e Manaus
A rebelião ocorreu no domingo (1º), dia de visita das famílias. Um policial que estava de plantão no presídio contou ao Fantástico que percebeu sinais de que algo estava errado quando os detentos pediram para os parentes deixarem o presídio.
"A gente começou a perceber porque os presos começaram a ordenar que as visitas saíssem mais breve possível. 'Acabou a visita, acabou a visita, vamo, bóra, bóra, bóra'", afirmou, sem querer ser identificado.
Segundo o policial militar, armas, celulares e drogas entram no presídio sem nenhum controle. Imagens de 2013 mostram os presos formando fila para consumir cocaína dentro do complexo.
No vídeo, é possível ver que não há nem a preocupação de se esconder. Os homens olham para a câmera, brincam, se drogam e voltam pra fila. As armas teriam entrado pelo mesmo caminho que as drogas: o regime semiaberto.
"O complexo Anísio Jobim tem um ponto vulnerável. Se você vê esse muro aqui, essa parte aqui é o semiaberto, tudo, até lá atrás, e é colado com o fechado. O semiaberto tem arma, tem munição, tem droga, o semiaberto tem tudo. O semiaberto é como se fosse um fornecedor para o regime fechado."

Após mortes, 20 detentos são transferidos de cadeia em Manaus Transferência ocorre após morte de 4 presos na cadeia Vidal Pessoa. Rebelião ocorreu uma semana após massacre que matou mais de 50

pós a morte de quatros presos e a confusão que deixou outros sete feridos na noite de neste domingo, 20 detentos foram transferidos da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, para a Unidade Prisional de Itacoatiara, no interior do estado. A transferência ocorreu na manhã desta segunda-feira (9) por medida de segurança.
A Cadeia Vidal Pessoa foi reaberta na segunda-feira (2) para a acomodação de presos ameaçados de morte pela facção criminosa Família do Norte (FDN), apontada como responsável pelas 56 mortes no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na semana passada.
De acordo com Orlando Amaral, titular da Secretaria Adjunta de Operações (Seaop), os presos transferidos nesta manhã seguiram em caminhão baú para Itacoatiara, que fica na Região Metropolitana de Manaus. Todos estavam recebendo ameaças, segundo o secretário.
"A transferência desses presos é para justamente desafogar o sistema e a gente evitar maiores problemas. São pessoas que estavam ameaçadas e poderiam ser mortas. Eles estavam em situação de isolamento para serem transferidos hoje de manhã. Essa verificação foi feita ontem", disse Amaral, sem comentar se a unidade prisional do interior tem condições de receber o grupo de presos ameaçados.
Rebelião
A movimentação de detentos na Vidal Pessoa começou por volta das 3h (5h de Brasília) de domingo (8), uma semana após o massacre que deixou mais de 50 mortos. No momento do tumulto, apenas dois agentes penitenciários monitoravam o local, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Amazonas, Antônio Santiago.
Em nota, o Comitê de Gerenciamento de Crise informou que os presos iniciaram uma briga por motivo desconhecido. Dos quatro mortos confirmados, três foram decapitados e um asfixiado. A OAB-AM diz ainda que um quinto detento morreu após dar entrada em um hospital de Manaus. Outro preso segue internado com quadro clínico estável em uma unidade hospitalar após passar por cirurgia.
O policiamento foi reforçado pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. As mortes serão investigadas, segundo o comitê de crise. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) para identificação.
Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM, Epitácio Almeida, cinco detentos estão desaparecidos. A ausência dos internos foi notada após a contagem de presos. "Cinco [detentos] não foram encontrados. Podem estar escondidos no forro, foragidos", disse. Segundo ele, os presos já voltaram para as celas.
A Seap informou em nota que a Secretaria e a Polícia Militar estão realizando uma nova contagem na cadeia. A secretaria informou que a situação dentro da unidade é considerada "estável".